TEMPORADA REPRODUTIVA DAS MARITACAS – COMO ATUAR FRENTE A NINHOS EM SUA RESIDÊNCIA E COMO EVITAR ESSAS SITUAÇÕES

TEMPORADA REPRODUTIVA DAS MARITACAS – COMO ATUAR FRENTE A NINHOS EM SUA RESIDÊNCIA E COMO EVITAR ESSAS SITUAÇÕES

As maritacas, também conhecidas como periquitão-maracanã, são psitacídeos encontrados em muitos países da América do Sul, sendo, em muitos locais do continente, considerado sinantrópicos, ou seja, animais silvestres que são comumente confundidos com animais domésticos devido à sua freqüência em cidades. Nas áreas urbanas, esses animais não só sobrevivem, como também se reproduzem, o que muitas vezes gera conflitos com os humanos.

Foto: Angélica Araújo

As maritacas (Psittacara leucophtalma) antes classificadas no gênero Aratinga, são animais de coloração esverdeada que apresentam as coberteiras inferiores da asa vermelhas, podendo possuir penas vermelhas também nas laterais da cabeça e no pescoço. Pesam em torno de 140 a 171 gramas e possuem um tamanho médio de 30 a 32 centímetros. Alimentam-se de frutos e sementes e habitam na natureza, tanto áreas de bordas de mata e cerradão, como também áreas abertas.

São facilmente avistadas no período não reprodutivo, quando possuem o hábito de voar em bandos de 5 a 40 indivíduos. No entanto, os conflitos com os seres humanos começam a ocorrer entre agosto e janeiro, quando, na época reprodutiva, esses animais formam casais e procuram – cada casal isoladamente – locais para nidificar. A nidificação pode ocorrer em ocos de pau, palmeiras de buriti, paredões de pedra e no caso dos centros urbanos, comumente em telhados de edificações. Os ovos são postos diretamente na superfície do local de nidificação, como em muitos psitacídeos e assim, não possuem o hábito de juntar material para a construção de um ninho, como muitas vezes observados em espécies de passeriformes. Nas edificações tendem a se manter discretas, mas muitas são as pessoas que se incomodam (principalmente quando as maritacas entram nos forros das casas) observando barulhos tanto da vocalização como da movimentação dos pais e filhotes. Além do mais, tendem a roer fios e forros se esses estiverem presentes, podendo causar no caso da fiação, curto-circuito.

Foto: Mundo ecologia

O QUE FAZER QUANDO SUA CASA SE TORNA UM LOCAL DE NIDIFICAÇÃO E COMO EVITAR

Conforme a lei 9.605 de 1998 (Lei de Crimes Ambientais) a destruição de ninhos, abrigos ou criadouros naturais é considerada crime ambiental. Assim, quando já houver um ninho em sua residência, o correto e única coisa a se fazer é aguardar o crescimento dos filhotes, visto que ao crescerem irão abandonar o ninho. O período entre a postura os ovos e a saída dos filhotes do ninho leva e 40 a 60 dias. Após esse período técnicas de prevenção podem ser aplicadas a fim de evitar que na próxima temporada reprodutiva, um novo casal nidifique no local.

Para evitar a nidificação basta observar todos os possíveis locais de entrada de indivíduos adultos e tampá-los, seja fixando telas nos vãos entre as telhas ou fechando os locais com qualquer outro material minimamente resistente.

Foto: Estalagem do Mirante

Autora: Jéssica Oliveira Amaral

Referências:

FOLDER: Centro de triagem de animais silvestres.

RIDGELY, R. S., et al. Aves do Brasil: Mata Atlântica do Sudeste. São Paulo: Editora Horizonte. 2015. 417p.

WIKIAVES.  Periquitão maracanã. Disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/periquitao-maracana.  Acesso em: 23/03/2020.

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