DIFERENÇAS ENTRE OS QUELÔNIOS

DIFERENÇAS ENTRE OS QUELÔNIOS

Os cágados e os jabutis são quelônios, da classe dos répteis da Ordem Chelonia, a aparência um pouco semelhante pode gerar confusão, porém eles são animais bem distintos e cheios de particularidades. Mas uma semelhança entre esses animais é que todos são ectotérmicos, isso quer dizer que a variação da temperatura ambiente interfere na sua temperatura corporal, sendo assim as estações do ano interferem bastante no metabolismo desses animais, portanto no verão eles tendem a ser mais ativos, devido ao aumento do metabolismo e no inverno consequentemente o metabolismo se torna mais lento. 

O cágado, por exemplo, é um quelônio de água doce, semi-aquático, o que significa que ele transita entre a terra e a água. Por isso, seu casco é mais achatado com características hidrodinâmicas, e nos dedos possuem unhas para auxiliar na locomoção. Sua alimentação é a base de peixes, frutas, insetos, moluscos e plantas das margens dos rios. Dentro da espécie temos o tigre-d’água ou tigre-d’água-brasileiro (Trachemys dorbigni) e a tartaruga-de-orelha-vermelha ou tigre-d’água-americano (Trachemys scripta elegans). Ambas são espécie muito parecidas, porém conseguimos citar algumas diferenças, como por exemplo: o americano possui um sinal vermelho na lateral da cabeça caracterizando o seu nome, enquanto o brasileiro possui uma mancha oval na lateral da cabeça em um tom amarelado.

Imagem 1.  (Trachemys dorbigniFonte: Portal Melhores Amigos ; Imagem 2 (Trachemys scripta elegans). Fonte: Blog do Dr. Fala 

Temos também o cágado-de-barbicha (Phrynops geoffroanus) que possui um prolongamento abaixo da boca, aparentando uma barbicha, e o cágado-de- pescoço-de-cobra (Hydromedusa tectifera), que apresenta um pescoço mais desenvolvido do que os demais cágados. Além disso, possui também na parte lateral da cabeça uma mancha alaranjada que se estende até o final do pescoço.

Imagem 1. (Phrynops geoffroanus). Foto: Alexandre Machado Imagem 2. (Hydromedusa tectifera). Luís Adriano Funez 

Já os jabutis são exclusivamente terrestres. No entanto, em dias quentes podem procurar água para se refrescarem, pois são animais sensíveis a temperatura, principalmente baixas, podendo adoecer ou vim a óbito se as condições climáticas não estiverem adequadas. São lentos, possuem um casco convexo, alto e bastante pesado, suas patas traseiras são curtas e possuem um formato cilíndrico devido ao peso do casco. Possuem unhas que facilitam longas caminhadas, não possuem a capacidade de dobrar o pescoço, apenas o recolhê-lo quando se sente ameaçado. Apresenta hábitos diurnos, passando boa parte do seu tempo em busca de alimento, como frutas, verduras e legumes. No território brasileiro temos duas espécies de jabutis, são eles: o jabuti-piranga (Chelonoidis carbonaria), que possui uma carapaça levemente alongada, além de escamas em um tom avermelhado na cabeça e nas patas; e o jabuti-tinga (Chelonoidis denticulata), que apresenta manchas amareladas. Ao contrário do jabuti-piranga, as fêmeas de jabuti-tinga espécie são maiores que os machos.

Imagem 1. (Chelonoidis carbonaria). Fonte Mundo Ecologia ;Imagem 2. (Chelonoidis denticulata). Fonte Project Noah 

Autora: Sheila Cristina Silva


Referências

BLOG DO DR. FALA. Répteis: Tartarugas. Disponível em <http://drfala.com.br/post/repteis/tartarugas/tartarugas-d-agua-e-alguns-cuidados> Acesso em 16 de agosto de 2020.

DOS SANTOS, D.R. & BLAMIRES, D. Relação entre data de descrição, tamanho corporal e área de distribuição geográfica dos quelônios sul-americanos. Biosci. J., Uberlândia. v. 28, p. 439-444, 2012.

FERREIRA JÚNIOR, P.D. Aspectos ecológicos da determinação sexual em tartarugas. Acta Amaz., Manaus. v.39, p. 139-154, 2009.

INSTITUTO CHICO MENDES DE BIODIVERSIDADE. Répteis – Trachemys dorbigni – Tigre d’água. Disponível em <https://www.icmbio.gov.br/portal/faunabrasileira/estado-de-conservacao/7430-repteis-trachemys-dorbigni-tigre-d-agua> Acesso em 16 de agosto de 2020.

JABUTICON. Sobre o Jabuti. Disponível em <http://www.jabuticon.com.br/sobre-o-jabuti> Acesso em 16 de agosto de 2020.

JARED, C.; ANTONIAZZI, M.M.; CALLEFFO, M.E.V. Quelônios, crocodilianos, lagartos e anfisbenídeos. 1ed. – São Paulo: Instituto Butantan, 2016. 20p.

PORTAL MELHORES AMIGOS. Tartarugas d’água: conheça os hábitos e cuidados com esses pets. Disponível em <http://portalmelhoresamigos.com.br/tartarugas-dagua-conheca-os-habitos-e-cuidados-com-esses-pets/>. Acesso em 16 de agosto de 2020.

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Jabuti vermelho e jabuti amarelo, são só cores?

JABUTI VERMELHO E JABUTI AMARELO, SÃO SÓ CORES?

Foto: Acervo CETAS-BH

Da ordem dos quelônios, família testudinidae e gênero Chelonoidis, o jabuti piranga, Chelonoidis carbonaria, e o jabuti tinga, Chelonoidis denticulata, são as duas espécies de jabuti encontradas no Brasil.

Sua alimentação é bastante variada, indo de folhas, frutos, sementes, fungos até pequenos invertebrados, vertebrados e carcaças. Por comerem praticamente tudo que encontram no solo, são considerados ótimos dispersores de sementes, podendo inclusive, ter o mesmo grau de importância na dispersão como os mamíferos e as aves.

Além do Brasil, são encontrados em outros países como Bolívia, Colômbia, Guiana e Trinidad e Tobago. Na Venezuela, Paraguai, Argentina, Panamá e Antilhas, também são encontrados, porém, apenas encontrado C. carbonaria, enquanto na  Guiana Francesa, Peru e Suriname apenas C. denticulata.

As diferenças das áreas de ocorrência entre as espécies vão além dos países onde são encontrados  . O C. carbonaria ocorre principalmente em áreas mais abertas e de gramíneas, como o cerrado e caatinga. Já C. denticulata em florestas mais densas, tropicais e úmidas. Quando ocorrem nas mesmas áreas, são em faixas de transição entre floresta tropical e cerrado.

Até então, seguindo as primeiras descrições das espécies, diferenciá-los era uma tarefa simples, o jabuti piranga era identificado pelas escamas vermelhas e o jabuti tinga pelas escamas amarelas.  Porém, por ocuparem áreas geograficamente tão amplas,  os  diferentes indivíduos da mesma espécie podem apresentar variações no padrão de cor, tornando esse critério ineficaz.

Estudos recentes demostraram que, utilizar características da carapaça e do plastrão de cada espécie torna a diferenciação muito mais precisa e confiável, podendo assim, utilizá-las como parâmetros ao invés de simplesmente a cor das escamas.

Aqui estão algumas das diferenças utilizadas identificadas nas fotos:

Foto: Acervo CETAS-BH
Foto: Acervo CETAS-BH

Existem outros fatores que garantir uma maior precisão para realizar a identificação das espécies, mas os citados já dão uma boa ideia na hora de diferenciar.

E ai? Conseguiu perceber essas diferenças? Tente identificar espécies através de fotos da internet e conte pra gente se conseguiu!

Autora: Anna Luisa Michetti Alves

Jerozolimski, A. e Martins, M. R. C. 2005.  Ecologia de populações silvestres dos jabutis Geochelone denticulata e G. carbonaria (cryptodira: testudinidae) no território da aldeia de A’ukre, TI Kayapó, Sul do Pará. Universidade de São Paulo, São Paulo.

Barros, M. S; Silva A. G. e Ferreira Junior, P. D. 2012. Variações morfológicas e dimorfismo sexual em Chelonoidis carbonaria (Spix, 1824) e Chelonoidis denticulata (Linnaeus, 1766) (Testudinidae). Braz. J. Biol. [online], vol.72, n.1, pp.153-161.

https://cursos.vet.br/blog/dica-cursosvetbr/diferenca-entre-geochelone-carbonaria-e-geochelone-denticulata

https://www.icmbio.gov.br/portal/faunabrasileira/estado-de-conservacao/7400-repteis-

chelonoidis-denticulatus-jabuti-amarelo

https://pt.wikipedia.org/wiki/chelonoidis

http://www.tartarugas.avph.com.br/jabutitinga.htm

 

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